quarta-feira, 27 de abril de 2011

Ramones

ramones

Ramones foi uma banda estadunidense de punk rock formada em 1974.[1][2] Uma das bandas mais influentes da história do rock.
No início dos anos 1970 surgiam várias vertentes do rock nos Estados Unidos e no Reino Unido; o punk rock foi uma delas. Em 30 de março de 1974 os Ramones tocaram pela primeira vez[3], como um trio (Joey, Dee Dee e Johnny). Em 16 de abril do mesmo ano, a banda realizou sua primeira apresentação no bar CBGB, que se tornava o refúgio do rock underground nova-iorquino da época. Ao longo de seus 22 anos de existência, os Ramones totalizaram 2.263 apresentações ao redor do mundo[2]. O último show foi realizado em Los Angeles, Califórnia, em 16 de julho de 1996.
Em 2 de março de 2002 a banda foi incluída no Salão da Fama do Rock and Roll, e em 2004 a revista Rolling Stone elegeu as cem maiores personalidades dos primeiros cinqüenta anos do rock, ficando os Ramones em 26º lugar, e em 2011 a banda recebeu o prêmio Grammy Lifetime Achievement Award, que prêmia o artista por toda a sua obra.


Anos 1971 - 1980


CBGB, casa noturna na qual os Ramones iniciaram sua carreira junto a bandas como Television, Blondie, Patti Smith e Talking Heads.
Quando Douglas Colvin e John Cummings decidiram montar uma banda, chamaram para a bateria um conhecido de Douglas, Jeffrey Hyman. Nos primeiros ensaios John tocava a guitarra e Douglas tocava o baixo e cantava. Para homenagear o produtor Phil Ramone, batizaram a banda de Ramones e todos usaram "Ramone" como sobrenome, como se fizessem parte de uma família. A história, porém, gera controvérsias, uma vez que alguns afirmam que, na verdade, eles apenas fizeram uma brincadeira com fato de Paul McCartney se registrar em hotéis sob o pseudônimo de "Paul Ramon".
Nos primeiros ensaios os Ramones tentaram tocar músicas de outras bandas, mas não conseguiram. Então decidiram escrever suas próprias músicas. I Don't Wanna Walk Around With You foi escrita no primeiro ensaio. Depois eles escreveriam I Don't Wanna Get Involved With You, I Don't Wanna Be Learned, I Don't Wanna Be Tamed (o título era a letra inteira, mas Joey cantava "Timed" no lugar de "Tamed") e I Don't Wanna Go Down To The Basement. Eles não haviam escrito nenhuma música "positiva" (isto é, sem as palavras "I Don't") até surgir a música Now I Wanna Sniff Some Glue. Logo após, It's A Long Way Back To Germany, Blitzkrieg Bop, I Don't Care e Babysitter foram adicionadas ao repertório.
O conhecimento musical dos Ramones era limitado. Dee Dee tinha dificuldade para tocar baixo e cantar ao mesmo tempo, assim como Joey não conseguia cantar e tocar bateria ao mesmo tempo. A banda decidiu, então, que os vocais ficariam com Joey, e que iriam procurar um novo baterista. Foram feitos diversos testes no pequeno estúdio Performance Studio, onde trabalhava um velho amigo dos integrantes da banda, Thomas Erdelyi. Antes de cada teste, Erdelyi pegava as baquetas para mostrar aos candidatos como era o estilo da banda, e como Johnny, Joey e Dee Dee não gostaram dos candidatos que se apresentaram, logo ficou evidente que o melhor baterista para os Ramones seria o próprio Erdelyi. Ele adotou o nome Tommy Ramone e entrou na banda.
O primeiro show dos Ramones foi feito no Performance Studios, em 30 de março de 1974. Logo a banda passaria a fazer shows na casa noturna CBGB's, integrando uma cena "underground" composta por bandas como Blondie, Television, The Cramps, Talking Heads, The Voidoids e The Patti Smith Group.
Em 1975 conseguiram um contrato de cinco anos com a gravadora Sire Records. Seu primeiro LP, Ramones, lançado em 1976, foi o primeiro disco de Punk Rock da história, inaugurando o estilo e tinha 14 músicas rápidas e curtas — a duração do álbum é de pouco mais de 29 minutos - é considerado um dos álbuns mais influentes de todos os tempos. A banda começou a fazer shows nos Estados Unidos para divulgar o álbum, mas fora de Nova York a recepção do público não foi calorosa. A exceção foi a Inglaterra: um show realizado em Londres em 4 de julho de 1976 foi um grande sucesso. Entre os presentes no show estavam os integrantes de bandas que ainda estavam dando seus primeiros passos, como The Clash e Sex Pistols, que compartilhavam com os Ramones as influências musicais de Stooges, MC5 e New York Dolls.
O ano de 1977 foi intenso para os Ramones. Lançaram Leave Home e Rocket to Russia, excursionaram por toda a América do Norte, tocaram com o ídolo Iggy Pop e visitaram a Europa no meio e no final do ano. Nesta tour britânica de final de ano, registraram quatro shows para lançar um futuro álbum ao vivo. O melhor show foi justamente o show da virada de ano, quando tocaram no Rainbow Theatre juntamente com os Rezillos e Generation X. Gravado no dia 31 de dezembro de 1977, It's Alive — que só seria lançado em 1979 — foi considerado por muitos como um dos cinco álbuns ao vivo mais importantes da história do rock, com 28 faixas englobando os três primeiros discos. Foi o último registro do baterista Tommy na banda.
No começo de 1978 o punk rock estava de ressaca. Os Ramones lançaram três álbuns maravilhosos e não estavam colhendo os frutos que mereciam. Os Sex Pistols instalaram o caos e acabaram após uma desastrosa turnê norte americana. Tocar punk rock em Londres não era mais cool. Várias bandas pioneiras desfizeram-se ou migraram para outros estilos musicais como o new wave e o pós-punk.
Mesmo lotando todos os lugares em que tocavam, o excesso de shows estava exigindo muito dos Ramones. A primeira baixa veio com a saída do baterista Tommy, que tinha verdadeiro pavor das longas turnês que a banda vinha fazendo. No seu lugar chamaram o ex-baterista do The Voidoids, Marc Bell.
Bell, agora Marky Ramone, entrou na banda no começo de maio e em algumas semanas já estava gravando o álbum Road to Ruin com o grupo. Seu primeiro show, em 29 de junho, foi após a gravação do disco. O estilo e a competência de Marky se encaixaram perfeitamente na nova proposta da banda. Queriam fazer um disco mais comercial, mas sem deixar de lado as características iniciais dos Ramones. Contendo músicas mais longas que os discos anteriores, lançaram um disco com apenas doze faixas. Se em 1978 o punk apontava para novas direções, o Ramones fez o caminho inverso: flertou com raízes ainda mais seminais do rock, e mostrou que sabia e podia fazer um rock acessível e de qualidade. A produção resolveu "amaciar" Road To Ruin com guitarras acústicas, com a balada Questioningly, o cover de Needles and Pins, o solo de uma nota só em I Wanna Be Sedated e com guitarras limpas na quase country Don't Come Close.
Os Ramones fizeram 154 shows para divulgar seu quarto álbum, Road to Ruin, em 1978. Nesse ano o novo baterista Marky se firmaria no quarteto. Em dezembro começaram as filmagens de Rock 'n' Roll High School, uma película dirigida por um clássico diretor de filmes de classe B. A trilha sonora do filme foi lançada em 1979, assim como o disco ao vivo It's Alive. Como recebiam muito pouco dinheiro durante a gravação do filme em Los Angeles, tinham que fazer shows nas cidades próximas para pagar a conta do hotel. Mas no meio dessa correria, conheceram o homem que remixou duas músicas dos Ramones para o filme e que viria a produzir o próximo álbum da banda.
A trilha sonora desta típica comédia adolescente norte-americana tinha vários artistas, entre eles MC5, Devo, Eddie and the Hot Rods, Chuck Berry e, é claro, os Ramones, que apareciam com duas versões de Rock 'n' Roll High School. Trazia ainda músicas ao vivo da banda, de um show de sete músicas dos álbuns anteriores e outra música inédita chamada I Want You Around, que aparece tanto na trilha sonora do filme como na coletânea All The Stuff (And More!) Volume 2

Anos 1980-1990


Ramones em Oslo, 1980.
No início da década de 1980, conflitos começaram a provocar tensão na banda. Até então Joey tinha pouca participação na composição das músicas — que ficavam praticamente a cargo de Johnny e Dee Dee — mas nessa época ele passaria a ter um papel mais importante nos bastidores.

joey ramone


 cj ramone





jonhy ramone

marky ramone







Pearl Jam

pearl jam



Pearl Jam é uma banda de rock oriunda da cidade de Seattle, nos Estados Unidos da América, no auge do período do movimento grunge local, e é considerada uma das mais populares e influentes da década de 1990. Eles, junto com Nirvana, Soundgarden, Mother Love Bone, Alice in Chains e Mudhoney, ajudaram a popularizar o movimento grunge no início dos anos 90. Pearl Jam é uma das poucas bandas grunges que continuaram ativas até hoje, mesmo após o fim das suas outras bandas contemporâneas.
A banda detém uma marca inusitada: durante a turnê de Binaural, lançou nada menos que 72 CDs duplos, que traziam na íntegra cada um dos concertos da turnê. Suas atitudes em defesa dos fãs, tais como um processo movido contra a empresa Ticketmaster (que monopoliza o mercado de venda de ingressos em território americano) tornaram-se marcos. No caso contra a distribuidora de ingressos, a banda exigiu na justiça que a empresa reduzisse seus lucros, a fim de diminuir o preço dos ingressos de seus concertos, para que os fãs fossem beneficiados. Somando-se isso ao engajamento político e em causas de ajuda humanitária, o Pearl Jam tornou-se uma das mais idolatradas e respeitadas bandas da história do rock vendendo ate a data cerca de 30 Milhões de discos nos Estados Unidos,[1] e 60 Milhões em todo o mundo,[2][3] e sendo a banda recordista de álbuns ao vivo[4]


Pearl Jam (2006)

Em 2 de maio de 2006, a banda lançou Pearl Jam. O álbum, auto-intitulado, traz como destaque o excelente trabalho de guitarras de Gossard e McCready. O discurso do álbum, ao longo de suas 13 faixas, é na sua maioria antiguerra, criticando severamente, à semelhança de Riot Act, o governo de George W. Bush. O single World Wide Suicide foi disponibilizado meses antes do lançamento oficial do álbum de forma gratuita no site oficial da banda.
Pearl Jam foi o primeiro trabalho da banda fora da Epic. Quando perguntado sobre a simplicidade do nome do álbum, Eddie respondeu: "Há tanta informação nas canções e nas letras, que dá a sensação que mais um título seria pretensão demais." O primeiro single do álbum foi World Wide Suicide, e Inside Job foi a primeira letra de McCready a entrar em um álbum da banda. Como forma de divulgação do álbum, a banda tocou duas músicas do novo álbum (World Wide Suicide e Severed Hand) no humorístico Saturday Night Live. Fazia doze anos desde a última apresentação da banda no programa.
Entre 2006 e 2007 a banda realizou várias turnês pelos Estados Unidos e Europa para promover o álbum Pearl Jam. Em 2007 lançou o DVD Live in Cornice, relativo aos espectáculos da banda em 2006 na Itália. No inicio de 2008 Eddie Vedder realizou uma turné pelos Estados Unidos dando a conhecer o seu trabalho no projecto Into the Wild. No mesmo ano a banda começou também a sua turnê em solo norte-americano com doze concertos marcados, acabando por dar treze. Foi anunciado antes do inicio da turnê que todos os concertos iriam ser colocados a venda fazendo da banda recordista em discos ao vivo,[4] sendo que algumas músicas de cada concerto seriam também disponibilizadas para telemóvel.[11] Também em 2008 foi confirmado por Mike McCready que a banda está a preparar um novo álbum, voltando a ter Brendan O'Brien como produtor.[12]

Iron Maiden

Integrantes atualmente:

Bruce Dickinson
Dave Murray


Adrian Smith


Janick Gers




Steve Harris




Nicko McBrin (sem foto)




História



Steve Harris, baixista e líder da banda.
O Iron Maiden formou-se no dia de Natal de 1975, logo após o baixista Steve Harris deixar o seu antigo grupo, Smiler. Depois de ter suas composições rejeitadas por várias bandas nas quais participava, Steve Harris decidiu criar sua própria banda, se juntando com o guitarrista Dave Murray alguns meses depois. Trinta e cinco anos depois, os dois ainda permanecem como membros do Iron Maiden.
[editar]O início
A primeira formação da banda juntava Steve Harris a Paul Day (vocal), Dave Sullivan e Terry Rance (guitarras) e Ron Matthews (bateria). Paul Day foi mais tarde substituído por Dennis Wilcock (grande admirador do Kiss) que usava fogo, maquilagem e sangue falso no palco e que trouxe Dave Murray para a banda, tendo como consequência a saída da primeira dupla de guitarristas. Bob Sawyer entrou na banda no final de 1976 como segundo guitarrista, mas como tinha ciúmes de Murray, virou Dennis Wilcock contra Dave e Dennis sugeriu a expulsão dele. Bob não ficou para trás e por suas atitudes errôneas no palco, foi junto em Julho de 77. Ron Matthews aguentou um pouco mais. Havia um guitarrista de uma banda chamada Hooker que o Maiden via tocar nos pubs: Terry Wapram. Após uma audição, a banda convidou-o para entrar e Wapram realizou alguns shows como único guitarrista. Pouco após isso, Ron saiu (não se sabe ao certo se por influência de Wilcock, como relatou no Early Days). Dave Murray juntou-se ao seu amigo Adrian Smith na banda Urchin em 1977, enquanto que os Iron Maiden passavam um mau bocado: Steve e Dennis chamaram Thunderstick (Barry Graham) (bateria) Tony Moore (teclado), mas após um concerto perceberam que o teclado não seria um bom substituto para a segunda guitarra. A banda ficou descontente e o clima foi ficando ruim até que após poucos ensaios, Moore decidiu sair. Nesse momento, Harris foi a um ensaio do Urchin para chamar Murray de volta para banda, o que aconteceu com sucesso. Mas Wapram, indignado porque perderia parte das atenções, não aceitou Murray de volta e foi convidado a sair. Com Murray de volta e apenas 4 integrantes, a banda decide marcar um show no Bridgehouse e outro no pub Green Man. O primeiro foi um fiasco, depois do baterista ter errado em várias músicas e gritar para o público se calar. Nessa época Wilcock já havia espalhado para alguns fãs que pretendia sair da banda e o show havia gerado alguma expectativa em torno disso também. Foi o que aconteceu. No intervalo entre o Bridgehouse e o Green Man, Dennis não disse nada e não compareceu no pub. Harris foi até sua casa, mas o vocalista se negou a cantar um último show. Arrasado, Harris voltou para cumprir com o acordo e os Maiden se apresentaram como um trio em Abril de 78, com Steve Harris, Dave Murray e Thunderstick. Steve expulsou o baterista, já contando com Doug Sampson para o posto. Com esse novo trio, os Maiden passariam cerca de 6 meses ensaiando antes tocar ao vivo ou arrumar qualquer outro integrante.
[editar]The Soundhouse Tapes (1978-79)


The Soundhouse Tapes vendeu rapidamente todas as suas 5 mil cópias, trazendo maior notoriedade para a banda, que graças ao sucesso do EP assinou contrato com a gravadora EMI.[8]
Em 1978, Harris encontrou um novo vocalista: Paul Di'Anno. A banda sempre rejeitou o punk, mas com a chegada de Paul Di'anno, que era um fã de Ramones, Pistols e Clash e um dos poucos membros dos Maiden que tiveram cabelo curto, os Maiden precisaram abrir sua sonoridade para músicas mais rápidas e mais diretas, procurando focar no heavy metal que renascia mesmo que timidamente. Durante anos a banda foi pressionada pelas gravadoras para cortar seu cabelo e sacrificar o som do Metal (segundo as mesmas) a favor de uma imagem mais Punk. Mas com Dianno como líder, a banda pôde mixar os dois estilos e fazer um próprio, juntando o metal com o punk. Eles misturavam temas clássicos, ritmos de metal empolgantes e riffs de guitarra bem Hardcore e rápidos.
Os Iron Maiden foram a sensação do circuito do rock inglês de 1978. A banda tocava sem parar havia três anos ganhando um tremendo número de fãs, mas mesmo assim até essa época, eles nunca tinham gravado nada. No ano novo de 1978, a banda gravou uma das mais famosas demo tapes da história do rock, The Soundhouse Tapes. Com apenas três faixas, a banda vendeu todas as cinco mil cópias imediatamente, e não distribuiu a demo novamente até 1996. Cópias da versão original são vendidas hoje em dia por milhares de dólares. Duas das faixas da demo, "Prowler" e "Iron Maiden", ficaram em primeiro lugar nas paradas de metal inglesa. Em muitas das formações antigas dos Iron Maiden, Dave Murray era acompanhado de outro guitarrista, mas grande parte de 1977 e todo o ano de 1978, Murray foi o único guitarrista dos Maiden. Durante o ano de 1979 a banda teve vários segundos guitarristas sucessivos, tais como Paul Carns, Paul Todd e Tony Parsons. No fim do ano, o baterista Doug Sampson abandonou a banda por motivos de saúde. Em Novembro de 1979, a banda assinou contrato com uma gravadora de renome, a EMI, uma parceria que se mantem até aos dias de hoje. Poucos antes de entrar em estúdio, Parsons foi substituído pelo guitarrista Dennis Stratton, que trouxe Clive Burr, um amigo seu, para a bateria. Inicialmente a banda queria contratar o melhor amigo de Dave Murray, Adrian Smith, mas Smith estava ocupado tocando guitarra e cantando com sua banda Urchin.
[editar]Os Primeiros Anos
[editar]Iron Maiden (1980)
Iron Maiden, o primeiro álbum da banda, foi lançado em 1980 e foi um sucesso comercial e de crítica. A banda abriu os concertos do Kiss na turnê europeia do álbum Unmasked, e também abriu diversos concertos do Judas Priest e tocando ao lado do UFO no Reading Festival que ocorreu naquele mesmo ano na Inglaterra. Depois da turnê do Kiss, Dennis Stratton foi despedido da banda por questões de criatividade e diferenças pessoais. Segundo Dennis, ele fora demitido porque era muito influenciado pela músicas dos Eagles e também por George Benson não agradando Steve Harris e companhia. Segundo relatos dados por Steve Harris, Dennis não tinha a musicalidade que a banda procurava, se negando a usar roupas como as que os demais membros da banda usavam e compor músicas.
[editar]Killers (1981)


Dave Murray e Adrian Smith em 1982.
Com a saída de Dennis, entrou na banda Adrian Smith, que trouxe uma nova melodia ao grupo. Seu estilo meio blues meio experimental era completamente o oposto da velocidade de Murray, o que deu um aspecto interessante à banda. As duas guitarras se completavam, e com eles não existia a noção de guitarra solo e guitarra base, ambos solavam e ambos tinham notoriedade na banda, dando um aspecto harmonioso de duas conduções. Esse estilo já existia em bandas como Wishbone Ash e The Allman Brothers Band, mas ganhou um nível de destaque no Iron Maiden.
Em 1981, o Maiden lançou seu segundo álbum, intitulado Killers, contendo os primeiros grandes sucessos da banda. Com o aumento de sua popularidade, eles foram introduzidos à audiência nos Estados Unidos. Killers ficou marcado como um dos álbuns mais rápidos e pesados da banda.[9]
[editar]Anos dourados
[editar]The Number of the Beast (1982)

"Run to the Hills"

"Run to the Hills" foi o primeiro single de The Number of The Beast e o primeiro lançamento da banda com Bruce Dickinson. "Run To The Hills" foi um sucesso, esteve no top dez do Reino Unido e continua a ser uma das canções mais conhecidas da banda.
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Lançado em março de 1982, The Number of the Beast obteve um enorme sucesso comercial ao redor do Mundo,[10] chegando ao topo das paradas de sucesso da Inglaterra[11] e conseguindo certificação de platina somente naquele país. O álbum também marcou a chegada do atual vocalista, Bruce Dickinson, a banda.


Bruce Dickinson em 1982.
O Iron Maiden nunca foi conhecido por usar drogas, e eram extremamente perfeccionistas no palco e estúdio. O vocalista Paul Di'anno, por outro lado, sempre mostrou um comportamento autodestrutivo, particularmente no que diz respeito ao uso da cocaína, afetando consideravelmente suas apresentações.[12] Justamente quando a banda começava a ficar famosa nos Estados Unidos, Dianno foi demitido do Maiden por "não ter energia e carisma no palco".[13] Em 1982, a banda substituiu Dianno pelo vocalista do Samson, Bruce Dickinson. Bruce entrou na banda, mas exigiu ficar com cabelo comprido e disse que só iria usar as roupas que ele gostava, já demonstrando muita atitude, traço característico de sua personalidade, o que geraria algumas polêmicas anos mais tarde.
Dickinson mostrou uma diferente interpretação das canções da banda, dando-lhes um tom mais melódico. O álbum de estreia de Dickinson nos vocais do Maiden foi em 1982, com The Number of the Beast. Esse álbum foi um sucesso de vendas e atingiu o topo das paradas em todo o mundo, trazendo canções "The Number of the Beast", "Run to the Hills", "Children of the Damned" e "Hallowed Be Thy Name". Pela primeira vez, a banda saiu em uma turnê mundial, visitando os Estados Unidos, Japão e Austrália, tocando em estádios e fazendo começar a chamada Maidenmania. Foi nessa época também que alguns grupos religiosos começaram a acusar a banda de ter um cunho satânico, afirmando que as letras do Maiden estavam repletas de cantos demoníacos, invocando o demônio e vandalizando a mente da juventude. Toda essa polêmica surgiu por causa da canção "The Number of the Beast", pois foi justamente a alusão explícita ao Número da Besta (666) que fez a trilha fazer sucesso. Mas na verdade a canção foi feita a partir de um pesadelo que o baixista Steve Harris teve após ver o filme A Profecia. A banda sofreu um pouco com esses rumores e foi obrigada a colocar na frente dos discos um aviso de "letras explícitas".
Nessa mesma turnê, o produtor Martin Birch se envolveu em um acidente de carro com alguns fãs. O reparo do carro foi uma bizarra coincidência, contabilizado como £666, um preço que Birch se recusou a pagar, optando pelo valor de £668.[14]
Apesar das polêmicas, o ator Patrick McGoohan não se importou em permitir que uma famosa frase sua da série, The Prisoner (O Prisioneiro), da qual era o ator principal, fosse usada no início da música de mesmo nome.
[editar]Piece of Mind (1983)


Nicko McBrain, baterista da banda desde 1983.
Após o sucesso de The Number of the Beast, a banda adquiriu prestígio internacional, ganhando status de estrelas do rock. Antes de voltar ao estúdio em 1983, Clive Burr é demitido, pois não acompanhava o ritmo que a banda tomava e o planejamento para os próximos anos era pesado e cansativo, assim, tendo não agradado a banda, após receber uma segunda chance de re-adaptação, ele finalmente é demitido e as baquetas são assumidas por Nicko McBrain, que já era velho conhecido da banda, por abrir alguns shows com a banda em que tocava, o Trust. McBrain também já havia assumido as baquetas uma vez, quando Clive estava doente, e assim impossibilitado de tocar, essa oportunidade acabou gerando uma certa cortesia entre o Iron Maiden e ele. O Resultado disso, que logo após Clive ser demitido, ele foi a primeira opção dos membros da banda.
Piece of Mind (1983) com uma pegada mais psicodélica, instrumentos com som mais abafado, trazendo "Flight of Icarus", "The Trooper", "Where Eagles Dare" e as progressivas composições "To Tame A Land" e "Quest For Fire".
Na época as acusações de satanismo continuaram, causando controvérsias. No álbum Piece of Mind uma mensagem desse tipo foi colocada no início da canção "Still Life". Tocando-a ao contrário, pode-se ouvir o baterista McBrain dizer: "Hmm, Hmmm, what ho sed de t'ing wid de t'ree bonce. Don't meddle wid t'ings you don't understand", seguido por um arroto. McBrain mais tarde admitiu que o trecho eram suas impressões sobre Idi Amin Dada. Ela diz o seguinte: "What ho, said the monster with the three heads, don't meddle with things you don't understand."
No mesmo álbum, o renomado escritor Frank Herbert teve um conflito com a banda quando eles pediram permissão para compor uma canção com o nome "Dune". Herbert não só recusou a reivindicação, como proibiu que o Maiden usasse qualquer citação do livro na canção. Steve Harris ainda tentou um encontro com o escritor, mas obteve a resposta do agente de Herbert, de que o escritor não gostava de bandas de rock, especialmente de bandas de rock pesado, como o Maiden. Por causa desse empecilho judicial, a canção foi renomeada como "To Tame A Land".
[editar]Powerslave (1984)
Powerslave (1984) Também sucesso de vendas,tornou-se um dos álbuns mais bem recebidos pelos fãs. Destaque para "Aces High", "2 Minutes to Midnight", a faixa título "Powerslave" e o épico "Rime of the Ancient Mariner". A World Slavery Tour foi a maior turnê da história do Iron Maiden, que abrangeu o biênio 1984-1985 e com aproximadamente trezentas apresentações. Nenhuma banda tinha, até então, uma produção de palco como nesta turnê, onde se tinham sarcófagos, pirâmides, esfinges, pinturas até no chão e, é claro, um Eddie gigante, com mais de dez metros de altura. Live After Death (1985) representou o primeiro registro ao vivo da banda.
A banda tocou para grandes audiências na América do Sul, Ásia, Austrália e Estados Unidos.
Todos estes 3 álbuns continham riffs bem feitos, diversas mudanças de estilo na música, com um casamento entre letra e instrumental. O Iron Maiden quase nunca cantava sobre drogas, sexo, bebida ou mulheres. As letras das músicas da banda, diferentes das outras bandas de Heavy metal, eram baseadas na literatura inglesa e em fatos históricos, com influência nas histórias celtas; Como em "Powerslave", "Flight of Icarus", "The Trooper", "Where Eagles Dare", "Run to the Hills", entre outras.
[editar]Experimentos
[editar]Somewhere in Time (1986)

"Caught Somewhere in Time"

A harmonização entre as duas guitarras e o baixo "galopante" são marcas registradas da banda.
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Somewhere in Time (1986) com "Caught Somewhere In Time", "Stranger in a Strange Land", "Heaven Can Wait" e "Wasted Years" foi o álbum seguinte. A banda decidiu inovar, fazendo experiências utilizando guitarras sintetizadas pela primeira vez.[15] Somewhere in Time não é um álbum conceitual, porém todas as suas músicas tem uma temática relacionada a viagens, longas jornadas e tempo.
[editar]Seventh Son of a Seventh Son (1988)
Em 1988, mais uma vez, a banda tentou algo diferente para o seu sétimo álbum de estúdio, Seventh Son of a Seventh Son. Este é um álbum conceitual, mostrando a história de uma criança que era possuída pelos poderes de vidência. O disco foi baseado no livro The Seventh Son de Orson Scott Card. Foi o disco mais experimental do Maiden até hoje, e é muitas vezes lembrado como o fim dos "tempos de ouro" da banda com a saída do guitarrista Adrian Smith.
Adrian saíra alegando diferenças musicais, embora também pretendesse resgatar um antigo sonho que era o de formar sua própria banda, que resultaria no projecto A.S.A.P de 1989. Uma grande turnê se formou ao longo de 1988, tendo como bandas de abertura, Guns N' Roses, Megadeth e Metallica.
[editar]Segunda fase
[editar]No Prayer for the Dying (1990)


Janick Gers, o novo guitarrista.
Pode-se dizer que o grupo tenha tido duas fases, pois, pela primeira vez em sete anos, a formação da banda sofreu uma mudança, com a perda do guitarrista Adrian Smith. Smith foi substituído por Janick Gers que tinha participado no primeiro disco solo de Bruce Dickinson (Tattooed Millionaire) e em 1990 eles lançaram No Prayer for the Dying. Esse álbum voltou com um Maiden mais pesado e cru que os do "tempo de ouro", mas as letras foram consideradas mais fracas e simples, e a música não parecia tão desafiadora como nos álbuns passados.[16] O vocalista Bruce Dickinson também começou com algumas mudanças no timbre de voz. Mesmo com todos esses imprevistos, o álbum fez sucesso e teve diversos compactos bastante tocados como "Holy Smoke" e "Bring Your Daughter... to the Slaughter", canção composta por Bruce para o filme Nightmare on Elm Street IV (A Hora do Pesadelo IV).
Antes do lançamento de No Prayer for the Dying, Bruce Dickinson lançou oficialmente sua carreira solo e conseguiu conciliar com o Iron Maiden (Gers era o guitarrista). Ele continuou com a turnê em 1991 antes de retornar a estúdio com o Iron Maiden para lançarem Fear of the Dark.
[editar]Fear of the Dark (1992)
Lançado em 1992, Fear of the Dark é um dos mais bem-sucedidos álbuns da banda em termos de vendas. Com músicas muito populares como "Wasting Love", "Fear of the Dark" , "Be Quick or Be Dead", "From Here to Eternity" e "Afraid to Shoot Strangers" uma crítica à guerra.
Mesmo com o metal perdendo espaço para o Grunge em 1992, os Maiden continuavam a encher estádios em todo o mundo. Dickinson continuava com seu estilo de cantar. Em 1993, houve uma grande perda, quando o vocalista saiu do grupo para seguir sua carreira solo. Bruce queria explorar outras vertentes do rock, mas aceitou permanecer na banda até o final da turnê, o que resultou no lançamento de diversos álbuns ao vivo. O primeiro, A Real Live One, que trazia as canções de 1986 a 1992, foi lançado em Março de 1993. O segundo, A Real Dead One trazia as canções de 1980 a 1984 e foi lançado logo após a saída de Bruce. Ele fez sua última apresentação com a banda (até voltar em 1999) em 28 de Agosto de 1993. A apresentação foi filmada pela BBC, transmitido para todo o mundo ao vivo e lançado em vídeo com o nome de Raising Hell.
[editar]Mudança
Para substituir Bruce, em 1994 houve uma eleição para escolher o novo vocalista do Iron Maiden. O vencedor da disputa foi o até então desconhecido vocalista da banda Wolfsbane, Blaze Bayley. Blaze mostrava um vocal semelhante ao de Bruce, porém um pouco mais sombrio, e por isso algumas canções na banda seguiram um aspecto sombrio para combinar com seu timbre de voz.
[editar]The X Factor (1995)


Blaze Bayley, ex-Wolfsbane, gravou dois álbuns com o Iron Maiden.

"Sign of the Cross"

"Sign of the Cross" é a faixa de abertura de The X Factor, o primeiro álbum gravado com Blaze Bayley.
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A decisão não agradou os fãs do Maiden , que já estavam acostumados com o vocal marcante de Dickinson. Após uma parada, a banda retornou em 1995 com o álbum de setenta minutos, The X Factor. Este disco tem a sonoridade mais distinta em toda a discografia da banda. O baixista Steve Harris passava por sérios problemas pessoais com seu divórcio e a morte de seu pai, o que resultou em canções obscuras, depressivas e lentas (o álbum contém quatro faixas sobre guerras). As canções do álbum que se destacam são "Blood on the World's Hands", "Fortunes of War" e "Sign of the Cross", a última com onze minutos, cantos gregorianos e alterações bruscas de andamento. A turnê passou por locais nunca visitados pelo Maiden antes como África do Sul, Israel e outros países asiáticos.
[editar]Virtual XI (1998)
A banda gastou a maior parte do ano de 1996 viajando, voltando ao estúdio e desenvolvendo o álbum seguinte, Virtual XI. Contudo, o vocal de Bayley ainda estava bastante diferente para o gosto dos fãs do Maiden. Isso levou a grande parte do público a não comprar o álbum e Virtual XI não foi um sucesso, sendo o primeiro álbum da banda sem atingir a marca de um milhão de vendas pelo mundo,[17] o que, junto com constantes deslizes vocais ao vivo, acabou sendo a senha para a saída de Bayley. Os conflitos passaram de musicais para pessoais.
[editar]Retorno
Em 1999, Blaze Bayley foi retirado da banda, aparentemente por consenso mútuo. Meses depois, a banda anunciou que Bruce Dickinson e o guitarrista Adrian Smith estavam retornando, o que significava que a formação clássica de 1983-1989 estava mais uma vez formada. Também Janick Gers iria continuar com os dois guitarristas clássicos: o Maiden seria a primeira banda desde o Lynyrd Skynyrd a ter três guitarristas. Logo depois do anúncio, o grupo fez uma turnê mundial, para celebrar a reunião, que foi um grande sucesso.
[editar]Brave New World (2000)

"Brave New World"

Brave New World marcou a volta de Bruce Dickinson e Adrian Smith.
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Em 2000, um novo período começou para o Maiden com a volta de Bruce e Adrian, com a banda lançando o álbum Brave New World. As canções são mais longas e as letras falam sobre temas obscuros e críticas sociais. O grupo ganhou uma nova legião de fãs, apesar do estilo indefinido que a banda apresentou, numa tentativa de retornar às origens do Heavy metal tradicional, e ora pendendo para algo que alguns fãs arriscam chamar de Metal progressivo. A turnê mundial foi estendida até Janeiro de 2001 com uma apresentação no famoso festival Rock in Rio, que reuniu um público estimado de 240 mil pessoas[18] e rendeu um DVD de sucesso. Foi o retorno do grupo ao Brasil e também ao topo das paradas, visto a má fase da era Blaze Bayley.
[editar]Dance of Death (2003)
Em 2003 foi lançado Dance of Death, que ganhou disco de ouro em diversos países[19][20][21][22][23][24] O conjunto também conseguiu promover alguns vídeos musicais na MTV trazendo novos fãs para a banda. Tanto Brave New World quanto Dance of Death foram considerados pelo site Metal-Rules.com como os melhores álbuns de Metal de 2000 e 2003, respectivamente.[25]
Em 2005, o Maiden anunciou uma turnê em comemoração aos 25 anos do lançamento do primeiro álbum e o trigésimo aniversário da primeira formação. A banda foi para a turnê mundial para divulgar seu novo DVD, intitulado The Early Days, em que o grupo celebra as músicas do período de 1976-1983. Também foi lançado um álbum ao vivo em 2005 intitulado Death on the Road, sendo que essa mesma apresentação foi lançada em DVD em 2006, DVD este que conta ainda com um disco extra com um documentário de noventa minutos mostrando os bastidores das gravações do álbum e da turnê mundial do Dance of Death, uma volta aos espetáculos teatrais e as mega produções dos anos 1980.
[editar]A Matter of Life and Death (2006)


A banda durante o A Matter Of Life And Death World Tour, em 2006 (da esquerda para a direita: Steve Harris, Dave Murray, Janick Gers e Adrian Smith).
Em 2006 a banda lança o décimo quarto álbum de estúdio, A Matter of Life and Death, com canções mais longas que o habitual do Iron Maiden. O álbum traz algumas características progressivas, que a banda já vinha apresentando nos últimos álbuns, porém agora nesse álbum com maior intensidade, junto com um som mais pesado que o mostrado anteriormente pela banda. Este álbum vem sendo considerado pela crítica especializada como um dos melhores álbuns já feito pela banda, sendo considerado pela revista Classic Rock o álbum do ano de 2006, e obtendo uma classificação de cinco estrelas (classificação máxima) da revista Kerrang!, que neste mesmo ano elegeu o Iron Maiden como banda mais importante nos 25 anos de existência da revista. Em 2007, a banda faz uma turnê batizada de A Matter of the Beast Tour, comemorando os 25 anos de lançamento do The Number of the Beast. Neste ano ainda tocam como atração principal mais uma vez no Donnington Download Festival. Em agosto de 2007 a banda anuncia a próxima turnê que se chamará Somewhere Back In Time World Tour, que vai ser uma volta ao passado, onde a banda executará apenas canções dos anos 1980 (para os fãs novos também haverá uma canção dos anos 90).


O Ed Force One, um Boeing 757-200 da companhia Astraeus utilizado pela banda.
Em fevereiro de 2008, inicia-se a Somewhere Back In Time World Tour na India, e a bordo do Ed Force One (Boeing 757 oficial da banda pilotado por Bruce Dickinson), eles passaram por muitos países (incluindo o Brasil) em agosto de 2008 tocando para mais de 3 milhões de pessoas em estádios e arenas. Em 2009 eles voltaram para a última parte da tour do Somewhere Back In Time que finaliza 90 apresentações e com mais 6 shows no Brasil, onde tocam pela primeira vez no Recife, Belo Horizonte, Manaus e Brasília. O filme Flight 666 chega aos cinemas mostrando como é a vida da banda na estrada durante a primeira perna da tour de 2008. Em 15 de março de 2009, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, a banda realizou o maior show da história do estado, tendo os organizadores estimado em 63 mil espectadores.[26]
[editar]The Final Frontier (2010)
Durante a turnê Somewhere Back In Time em 2008, Bruce Dickinson anunciou nos concertos que ainda no mesmo ano começariam os preparativos para o novo álbum. Mas como a turnê se estendeu, o prazo para um novo CD também. Em entrevista à revista BANG, Adrian Smith disse: "No final do ano nós iremos compor novamente, ensaiar e gravar no início do ano que vem. Então voltaremos à estrada novamente ano que vem. Kevin Shirley trabalhará conosco e provavelmente faremos as gravações onde já gravamos muito no passado.".[27]
No dia 1º de Janeiro, o baterista Nicko McBrain disse a Eddie Trunk – co-anfitrião do programa de televisão VH1 Classic "That Metal Show", que tem um programa de rádio de longa duração, "Friday Night Rocks", em Nova York, Q104.3 FM – que a banda entraria em estúdio em algumas semanas para começar a trabalhar em um novo CD. De acordo com o Trunk, Nicko disse "que havia cerca de oito canções escritas até agora, provavelmente precisam aparecer algumas novas canções durante a gravação". "[Ele acrescentou que] o material será um pouco diferente do que álbuns anteriores e que foram tomando seu tempo com o cronograma de gravação".
O guitarrista Janick Gers revelou à BBC News, em Novembro que a banda estava a caminho "para Paris por três semanas para trabalhar em algumas coisas novas." Ele acrescentou:
"A coisa mais importante para uma banda é a criação de novas músicas, caso contrário, não será válido – se torna uma paródia"
.[28]
Glenn Hughes, famoso por trabalhos com Deep Purple e Yngwie Malmsteen, postou recentemente em seu twitter que em conversa com o produtor Kevin Shirley, descobriu que o Iron Maiden está nas Bahamas produzindo o novo álbum. Bahamas é um local mágico para o Maiden, foi lá que gravaram álbuns históricos como "Piece of Mind", "Powerslave" e "Somewhere in Time".[29] O álbum foi lançado no dia 16 de agosto de 2010 como confirmado no site da banda assim como a tracklist. A música El Dorado do novo CD foi a primeira a ser divulgada.[30]

El Dorado

Amostra de "El Dorado", musica escolhida para primeiro single do álbum The Final Frontier. "El Dorado" ganhou um Grammy Award for Best Metal Performance (Prémio Grammy pela Melhor Performance em Música Metal) em 2011.[31] É a terceira nomeação da banda depois de "Fear of the Dark" (nomeada nos Grammys de 1994) e "The Wicker Man" (nomeada nos Grammys de 2001).[32][33]
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Em 7 de maio, Kevin Shirley comentou sobre a fase final de produção do álbum:
"Bruce Dickinson voou a alguns dias e cantou todas as suas partes antes de voar para os quatro cantos do globo e Steve Harris ficou para trás para terminar o disco comigo. Ele é muito prático. Adrian Smith chegou a tempo de ouvir o trabalho, e como em qualquer banda, nem todos têm o mesmo resultado final em mente, mas nós chegaremos lá."
Sobre o retorno da banda para Compass Point Studios, Onde havia gravado anteriormente na década de 1980, o vocalista Bruce Dickinson comentou:
"O estúdio tem a mesma vibração e é exatamente como era em 1983. NADA mudou! Até um abajur quebrado no canto... o mesmo carpete... tudo... É realmente assustador. Mas nos sentimos muito à vontade em um ambiente tão familiar e onde já vivemos tanto e eu acho que isto surtiu efeito na maneira de tocar e na atmosfera do álbum."
Comenta o baixista e fundador Steve Harris:
"Estamos muito empolgados sobre esta tour. Acho que os fãs realmente gostarão da nova produção de palco e luzes e também lançaremos uma das novas faixas do álbum, "El Dorado". Nossos fãs do Texas serão os primeiros a ouví-la e será interessante ver a sua reação e como funcionará com a multidão nesta noite. Eddie estã um pouco diferente nesta tour, e é possívelmente o mais agressivo até hoje... Não posso falar muito dele pois não quero estragar a surpresa, mas garanto que ele vai apavorar vocês!"
Em 5 de junho, o site oficial da banda abriu para uma tela de contagem regressiva que contou até 00:01 (UTC) em 8 de junho. No final da contagem regressiva, o esperado anúncio revelou a capa do álbum, data de lançamento e anúncio faixa, bem como proporcionar um download gratuito da faixa "El Dorado".
Melvyn Grant, Um colaborador de longa data a arte da banda, criou a arte da capa do álbum, bem como o primeiro single, "El Dorado".
The Final Frontier World Tour começou em Dallas em 9 de junho com 25 shows em grandes cidades dos EUA e Canadá, tocando para 350.000 fãs ou mais. Em seguida a tour embarcou para a Europa, a partir de Dublin em 30 de julho e tocou em alguns dos maiores festivais e estádios, indo finalmente para Valencia, Espanha, em 21 de agosto, e incluindo um show na Transilvânia.
[editar]Imagem e legado

O Iron Maiden está na posição 24 no ranking dos "100 Melhores Artistas de Hard Rock", segundo o canal VH1[34] e na 4ª posição das "10 Maiores Bandas de Heavy Metal de Todos os Tempos", segundo a MTV.[35] A banda recebeu um Prêmio Ivor Novello[36] e foi adicionada à Calçada da Fama de Hollywood.[5]
A banda frequentemente usa o slogan "Up the Irons" nas capas de seus discos e vende vários conteúdos oficiais, como camisetas contendo a frase. "The Irons" é o apelido do clube inglês West Ham United, no qual o baixista Steve Harris torce.
As canções da banda já foram utilizadas em diversos videogames, incluindo Carmageddon, Grand Theft Auto: Vice City, Grand Theft Auto IV: The Lost and Damned e Tony Hawk's Pro Skater 4.[37] Elas também aparecem nas séries de jogos musicais, Rock Band e Guitar Hero.
[editar]Mascote da Banda
Ver artigo principal: Eddie the Head


Eddie em um show do Iron Maiden.
O mascote da banda é um morto-vivo chamado Eddie the Head. Ele aparece nas capas de "quase" todos os álbuns do Iron Maiden. Eddie é originalmente criação de Derek Riggs, mas já teve traços de vários artistas, como Melvyn Grant no álbum Fear of the Dark. Ele também estrelou um jogo de tiro chamado Ed Hunter, além de diversas histórias em quadrinhos.
A banda tinha originalmente uma grande máscara (Kabuki) de uma carriola que ficava embaixo das baterias nas apresentações, e que por tubos soltava sangue falso (tinta vermelha) pelo nariz, sujando todo o cabelo do baterista Doug Sampson. A máscara foi batizada de "Eddie, a Cabeça" (Eddie the Head) e acabou se transformando no mascote da banda. Acabaria ganhando um corpo somente a partir da capa dos primeiros compactos.
Uma curiosidade é que o personagem do jogo Brütal Legend, Eddie Riggs tem seu primeiro nome em homenagem ao mascote, e o sobrenome em homenagem ao seu criador (Derek Riggs).

Avenged Sevenfold

Avenged Sevenfold '




História da Banda .


Avenged Sevenfold é uma banda estado-unidense de heavy metal e hard rock, que no início da carreira tocou metalcore. A banda foi formada em Huntington Beach, Califórnia.

1999 - 2004:
A banda foi formada em 1999 por M.Shadows e Zacky Vengeance, amigos, que estudavam no mesmo colégio e que convidaram logo em seguida The Reverend e Matt Wendt para completar a formação. O Avenged Sevenfold (também conhecido como A7X) usa nomes artísticos e o vocalista da banda, M.Shadows disse que os usam por muitas razões diferentes:"Nós achamos isso divertido e também sabemos que isso poderia espantar algumas pessoas,sem razão nenhuma, e é sempre legal ver as pessoas transtornadas por nenhuma razão. Não me leve a mal: a música está em nossos corações, e nós vivemos e respiramos essa banda. Mas quando tocamos ao vivo, nós meio que aderimos novas identidades, e nós pensamos que esses nomes definiriam bem o que nos transformamos ao vivo". Durante os anos de 1999 e 2000, inúmeras demos foram gravadas como The Art Of Subconscious Illusion e We Come Out At Night. O primeiro álbum do Avenged Sevenfold, Sounding The Seventh Trumpet foi gravado quando os integrantes tinham apenas dezoito anos,em 2000 e originalmente foi lançado pela sua primeira gravadora, Good Life Recordings em 2001. Após o guitarrista solo, Synyster Gates ter se juntado à banda, a faixa de introdução To End the Rapture foi regravada com Gates tocando e o álbum foi relançado pela Hopeless Records em 2002. O álbum seguinte chamado Waking The Fallen também foi lançado pela Hopeless Records em 2003 e teve um bom reconhecimento pela revista Rolling Stone, além do mais, é considerado um dos melhores álbuns de metalcore da história. Com o contrato para assinar com a Warner Bros. Records, o Avenged Sevenfold teve que lançar o clipe de Unholy Confessions em 2004 no intuito de promover a banda para trabalhos futuros.

2005 - 2007:
Após algum tempo, o Avenged Sevenfold assinou contrato definitivo com a Warner Bros. Records. City of Evil, o terceiro álbum da banda foi lançado em 7 de Junho de 2005, já pela Warner e os levou ao mainstream do rock mundial com singles como Bat Country e Seize The Day. O sucesso da banda também foi impulsionado por músicas como Blinded In Chains e Chapter Four presentes em jogos assim como Beast and the Harlot no famoso jogo Guitar Hero. No City Of Evil, o vocalista M.Shadows deixou os vocais guturais de lado, pois a idéia era fazer o primeiro álbum todo gritado, o segundo metade gritado, metade cantado e o terceiro somente cantado. Alguns boatos dizem que M.Shadows não pode mais gritar, mas isso é mentira, e podemos ver isso nas declarações de Mudrock produtor do segundo e terceiro álbum do Avenged Sevenfold no DVD All Excess. Mesmo após alguns danos em suas cordas vocais em decorrência dos muitos vocais gritados e da cirurgia para corrigir alguns problemas em 2004, M.Shadows afirma que ainda pode gritar, até melhor que antes. Sobre as acusações de que a gravadora estaria obrigando o Avenged Sevenfold a tocar um som mais leve, M.Shadows disse:"Não temos nenhum medo.Construímos a banda praticamente sozinhos.Mesmo sendo independentes ou sendo de uma grande gravadora,mesmo que sejamos despejados e esquecidos por todos,nossos fãs nunca nos esquecerão,sempre teremos fãs,e podemos contar com eles sempre,isso é certeza.Não temos nenhuma pressão.A gravadora amou o álbum,queriam algo novo.Queriam que quebrássemos as concepções de como uma banda de rock devia ser.Então,escrevemos o álbum inteiro e se eles não gostassem,nós mesmo sairíamos e iríamos para outro lugar.Não temos medo de gravadora,ou disso e daquilo.Mesmo se tudo der errado,teremos amigos e pessoas interessadas no nosso trabalho na industria musical". Em janeiro de 2006, o City Of Evil ganhou o disco de ouro em decorrência dos singles Burn It Down e Bat Country ambos lançados em 2005.Em 6 de fevereiro lançaram o clipe de Beast and the Harlot e pouco depois no dia 30 de junho,o clipe de Seize The Day que levou a banda a alcançar o topo de muitas paradas mundiais. O A7X completou sua primeira turnê mundial em 2006. Passaram por diversos lugares indo dos Estados Unidos e Europa até Japão, Austrália e Nova Zelândia. Também se apresentaram no Ozzfest ao lado de bandas como Dragonforce, Disturbed, System of a Down. Após cancelar alguns shows, inclusive na Inglaterra com a banda Bleeding Through,a banda anunciou que estava planejando seu quarto álbum,o Avenged Sevenfold (Self-Titled). M.Shadows em entrevista afirmou que não queriam fazer um Waking The Fallen Part:2 ou um City Of Evil Part:2,mas que queriam fazer um álbum diferente que os antigos fãs gostassem e que pudesse ainda conquistar milhares de novos fãs.Antes do novo álbum,foi lançado o DVD All Excess no dia 17 de Julho de 2007.O DVD contém muitas coisas,desde clipes,documentários e entrevistas até apresentações ao vivo.O All Excess tem aproximadamente 156 minutos. Fizeram shows em Cingapura, Indonésia e Japão,suas primeiras datas em 2007. A música Almost Easy foi tocada pela primeira vez na SingFest 2007 em Cingapura. O Self-Titled foi lançado no dia 30 de Outubro de 2007 e foi um sucesso imediato. Lançaram dois singles,Critical Acclaim e Almost Easy,sendo que Almost Easy tem clipe lançado em 24 de setembro e uma versão ao vivo lançada no dia 3 de outubro.

2008 - 2009:
Em 2008, a banda começou com chave de ouro anunciando sua participação na turnê Taste Of Chaos 2008 como atração principal e ao lado de bandas como: Bullet For My Valentine, Atreyu e Blessthefall. Além disso, o Avenged Sevenfold lançou um clipe, A Little Piece Of Heaven em janeiro e lançaram pela primeira vez uma b-side (música que não está em nenhum álbum). Crossroads foi lançada no dia 17 de Janeiro (Que mais tarde foi re-lançada no disco Diamonds In The Rough). A música Afterlife, se tornou o terceiro clipe do álbum Avenged Sevenfold saindo oficialmente no dia 4 de fevereiro de 2008 e conquistando milhões de novos fãs abrindo uma nova era para a banda. Afterlife é hoje um dos maiores singles do A7X, ficando no Top de dezenas de paradas como Billboard e sendo sucesso na MTV. O Avenged Sevenfold passou pela primeira vez na América do Sul, indo ao Chile e vindo ao Brasil no dia 29 de maio e além disso também foram pela primeira vez ao México e também a Portugal no Super Bock Super Rock no dia 9 de Julho sendo uma das paradas da turnê que fizeram com o Iron Maiden na Somewhere Back In Time Tour entre junho e julho desse ano. No dia 16 de setembro foi lançado um CD de B-Sides e um DVD Ao Vivo. O nome do DVD é Live In The LBC e o CD, Diamonds in the Rough que venderam 20.000 cópias em sua primeira semana de lançamento. Além disso, ganharam o prêmio de Álbum do Ano da revista Kerrang. Dear God,o quarto clipe do disco Avenged Sevenfold foi lançado no dia 28 de outubro de 2008. Uma parte da turnê Fall Tour com a banda Buckcherry foi cancelada devido á fadiga vocal do vocalista M.Shadows. A turnê voltou no dia 15 de Outubro em Osaka no Japão, onde o A7X se apresentou com diversas bandas importantes como Slipknot, Bullet For My Valentine, Black Tide, Machine Head e outras. Na passagem do Avenged Sevenfold por Cingapura, eles tocaram uma música nova apenas para se divertir, no estilo Reggae e com influências de músicas da região. A música não tem nome oficial por isso se chama Unnamed Song. Zacky Vengeance em entrevista para a New Press afirmou que a banda deseja experimentar mais sons e que ele ouve de tudo desde Johnny Cash e Bob Marley até Pantera e que todas essas influências podem aparecer uma hora ou outra: Mais longe no próximo álbum, quem sabe? diz Zacky V. Eu não seria contra colocar baterias bem pesadas nisso. O Avenged Sevenfold ganhou outras votações na Kerrang! Readers Poll onde os leitores da revista escolheram o A7X como melhor banda e melhor banda ao vivo de 2008, além de Synyster Gates ter ganho como homem mais sexy do ano também. Em entrevista para a Popular Underground Magazine Synyster Gates praticamente descartou a volta dos vocais guturais na banda: ''Você avança e eu não penso que nós realmente fomos ruins, mas bem perto e estamos melhorando e melhorando. Isso é tudo que eu quero como músico, compositor e performer. Só quero melhorar e minha idéia de melhor talvez não seja a mesma idéia de melhor de um fã quando questionado inúmeras vezes por fãs que pediam a volta dos vocais gritados. M.Shadows teve paralisia facial num show em Baltimore no dia 9 de Dezembro durante a Fall Tour. O problema foi na articulação temporomandibular causado por fazer muitos shows e cantar excessivamente, fazendo com que a mandíbula saísse um pouco do lugar. Scream foi anunciado como quinto single do Self-Titled e o clipe, feito por fãs foi anunciado/lançado no dia 16 de Dezembro. M.Shadows se casou definitivamente com Valary DiBenedetto, namorada de Matt desde a escola no 6º ano. Em vários shows ele comentou sobre o casamento, transparecendo uma grande felicidade por finalmente estar casado. Em 23 de janeiro de 2009 foi anunciado pelo site da revista Metal Hammer que o Avenged Sevenfold gravou o clássico da banda Black Sabbath, Paranoid. A música será lançada na coletânea Covered - A Revolution In Sound feita pela Warner Bros. que ainda inclue Madonna e Disturbed.

O Avenged Sevenfold está em turnê atualmente pelos Estados Unidos junto com as bandas Buckcherry, Papa Roach eSaving Abel. O próximo álbum de músicas inéditas do Avenged Sevenfold deve sair apenas em 2010.

Estilo:
O Avenged Sevenfold é muitas vezes caracterizado como heavy metal ou hard rock. Mas suas músicas apresentam os mais diversos e diferenciados tipos, percebendo-se isto especialmente no álbum Avenged Sevenfold. Por exemplo, em seu primeiro álbum que era metalcore podemos perceber a música Streets que tem uma sonoridade mais puxado para o estilo punk rock, a música To End The Rapture com características Heavy Metal e Warmness On The Soul em piano numa linha mais Soft Rock. Também em seu álbum homônimo, as músicas Dear God e o início de Gunslinger tem uma sonoridade country, A Little Piece Of Heaven no mesmo álbum apresenta elementos teatrais, num estilo diferente de qualquer outra música, usando orquestra e instrumentos pouco comuns no rock. O Avenged Sevenfold não se consideram com um estilo específico apesar de serem um dos maiores expoentes do New Wave of American Metal. Eles mudaram muito desde seu primeiro álbum, passando de uma música muito pesada para algo mais hard rock. O Avenged Sevenfold possui muitas influências diferentes, e hoje é uma banda de um estilo próprio, que mescla algo de heavy metal e hard rock com diversos gêneros musicais.

Características Musicais:
O nome Avenged Sevenfold (vingado sete vezes, em português) é uma referência ao livro do Gênesis na Bíblia, quando Caim é sentenciado a viver em exílio por matar seu irmão. Deus o marcou e ninguém poderia matá-lo pelo seu pecado. Quem matasse Caim seria "castigado sete vezes" e assim, Caim seria vingado sete vezes. O título da canção Chapter Four se refere ao Gênesis 4:15, o capítulo da Bíblia onde a história de Abel e Caim se passa. Beast and the Harlot é outra canção derivada de assuntos bíblicos, que vem do Livro da Revelação, escrito em primeira pessoa e que tem como enredo a punição da Grande Babilônia, império mundial e centro de falsas religiões. Outra referência bíblica está em The Wicked End. A canção aborda o tema de Adão e Eva afirmando que Adão estava certo ao comer o fruto proibido. Apesar de tantos temas bíblicos, o Avenged Sevenfold é justamente o contrário do que as pessoas possam pensar á primeira vista. Mesmo com apelidos dos integrantes da banda fazendo referências religiosas, M.Shadows em uma entrevista afirmou que a banda não é uma banda religiosa, disse que as pessoas que leem as suas letras e realmente conhecem algo sobre eles, sabem que a banda não promove ambos,Deus ou o Diabo.Johnny Christ disse em entrevista:"Não há nenhuma mensagem vindo da banda realmente. Nós crescemos ouvindo muitas bandas de Heavy Metal como Metallica e Iron Maiden e tudo que eles usavam para suas imagens e suas histórias. Tem histórias muito legais na bíblia e muitas podem ser contadas no contexto de hoje em dia. Como em Beast and the Harlot, a história da queda da grande Babilônia, muitas cidades hoje em dia estão nessa mesma decadência", acabando com os boatos que a banda era religiosa ou passava mensagens subliminares nas suas músicas. A banda também possui letras políticas como Critical Acclaim, Blinded In Chains e M.I.A, letras melancólicas como Seize The Day, Warmness On the Soul e I Won't See You Tonight part:1 . O A7X também se caracteriza por ser uma banda extremamente rica liricamente tratando de diversos assuntos diferentes em suas letras.

Sobre a mudança de estilo e as acusações de se vender, M.Shadows disse: "Somos criticados todos os dias. E nós amamos isso. Quanto mais falam mal da banda, mais as pessoas se interessam em ouvir. Se vender é algo que crianças de escola usam, alguém que fale isso nunca escutou o novo álbum ou apenas se baseia no fato que não gritamos mais. Uma gravadora que nos deixa abordar temas diversos e fazer músicas de seis minutos cada uma não me soa algo para vender. Nós tocamos nosso próprio estilo, não podemos ser classificados. Essas pessoas me lembram a mim mesmo quando tinha 13 anos e acusava as bandas de se vender. Nós simplesmente escrevemos o que está nos nossos corações e tentamos fazer o melhor possível. Escrevemos músicas vindas da alma e esperamos que as pessoas gostem delas. É o que nós fazemos. Somos uma banda de cinco garotos colocando seus corações nas músicas. Nunca colocaríamos algo que não quiséssemos no disco. Quando nos acusam disso, apenas são jovens ou estão confusos porque o disco de agora não soa como os de antes. Quando ficarem mais velhos verão que fazemos o que nossa vontade manda, não para vender e essas coisas. Nós sempre fizemos o que tínhamos vontade e nenhuma de nossas gravadoras mandavam na gente."

Sobre as letras políticas, M.Shadows disse: "A inspiração de escrever letras políticas vem da nossa raiva do que tem acontecido no nosso país ultimamente.Lendo jornal, morando na California, você pode ver muita coisa errada. A mídia é completamente de direita. Estão sempre reclamando das pessoas que são contra eles e o seu jeito cego de ver o ser humano em geral. Tem pessoas lutando pelo país agora, defendendo o país, cultivando comida, pegando um caminhão e levando a comida aonde as pessoas precisam comer. Em todo país é assim, e eles se esquecem disso. E eu cansei disso. Tenho amigos lutando numa guerra em vão, e estou cansado de tanta hipocrisia e quis escrever uma música sobre esse sentimento que estou sentindo agora. Estou cansado de bandas falando bem de algo que está ruim, e eu não quero ouvir esse tipo de coisa, daí veio o sentimento para escrever letras políticas como Critical Acclaim."


O Deathbat:
O logo oficial da banda é o Deathbat, uma caveira com asas. Foi originalmente criado por um amigo de escola dos integrantes, Micah Montague. Cam Rackam,outro amigo do A7X também fez diversos tipos de Deathbats e algumas pinturas como o single da música Beast and the Harlot assim como Casey Howard que fez o design do logo para a Fall Tour com a banda Buckcherry em 2008, o Abraham Deathbat. C.Howard também fez os desenhos interiores do encarte do álbum Avenged Sevenfold de 2007. O símbolo aparece em diversos álbuns como Waking The Fallen e Avenged Sevenfold e em singles como Critical Acclaim e Bat Country. O Deathbat está sempre presente nos shows, nas palhetas e fundos de palcos e também é a tatuagem mais comum entre os fãs da banda.







                                Integrantes ;





terça-feira, 26 de abril de 2011

Blink-182

blink-182



Blink-182 (também conhecida somente por Blink) é uma banda estadunidense de rock formada em 1992 na cidade de San Diego, Califórnia.[1] A banda inicialmente chamava-se apenas Blink,[2] mas ao descobrir a existência de um grupo homônimo irlandês anterior a eles, decidiram então adicionar o número 182, para se diferenciar e evitar um processo judicial.
O grupo alcançou grande fama em 1999 com o lançamento do álbum Enema of The State. Em fevereiro de 2005, a banda anunciou em seu site um hiato indefinido.[10] Contudo, em 8 de fevereiro de 2009, eles se reuniriam novamente após quatro anos com planos de voltar aos palcos e estúdios de gravação.[11]


O início

O Blink-182 era formado por três membros: Thomas Matthew DeLonge, Jr. (Tom) na guitarra e no vocal, Mark Allan Hoppus (Mark) no baixo e vocal, Scott Raynor (Scott) na bateria e na percussão. O grupo era conhecido no mundo todo por suas melodias pop punk que se tornaram sucessos nas paradas musicais e pelo seu humor nas canções. A banda diferenciava-se das outras bandas punks pelo seu conteúdo humorístico, em contraste às letras de outras bandas do gênero, que apresentam um engajamento político-social; e pela pegada mais pop de seu som.
A história da banda começou quando Scott e Tom se conheceram no ensino médio. Logo após conheceram Mark e o inseriram na banda. Mark ficou ausente do grupo por um tempo, pois tinha problemas com uma namorada, voltando logo após para completar a formação e começar a carreira de sucesso.
Até o fim de 1993 a banda lançou Flyswatter. A demo tape foi gravada com material caseiro, o que explica a fraca qualidade de som. Quem escuta essa demo percebe como a qualidade da banda mudou desde então. Antes do fim do ano, a banda lançou outro cassete conhecido como Buddha. Em torno de mil cópias foram produzidas pela Cargo Filter Records. No início de 1994 o Blink lançou seu primeiro álbum de estúdio, Cheshire Cat, lançado pela Grilled Cheese Records. O álbum continha várias novas versões de músicas que apareciam no demo Buddha.
Pouco após o lançamento de Cheshire Cat, o grupo foi ameaçado legalmente por uma banda techno da Irlanda de mesmo nome. Para evitar um processo demorado, o Blink adicionou o número 182 no final de seu nome. Apesar de haver rumores do motivo pelos quais estes números foram escolhidos, todos os membros da banda deixaram claro que eles são totalmente aleatórios, porém há rumores de que o número originou-se do filme Scarface, no qual Al Pacino fala 182 vezes a palavra fuck.

O sucesso

Devido ao estouro do punk rock na década de 1990 (com bandas como Green Day e The Offspring), o Blink-182 assinou com os gigantes da MCA Records. Após mudar-se para Encinitas, Califórnia, a banda gravou o álbum Dude Ranch com o produtor Mark Trombino. O álbum foi um sucesso e os singles, "Josie" e "Dammit" ficaram no topo das paradas dos Estados Unidos.
Em 1998 a banda teve um problema com Scott, pelo forte consumo de bebidas. Apesar de que alguns acreditam que ele deixou o grupo para conseguir seu diploma na faculdade, ou talvez que ele preferisse ficar na cena underground, ainda não foi esclarecido o que aconteceu. Quando Scott desapareceu durante uma turnê pelos Estados Unidos, a banda precisou de outro baterista para substituí-lo por um concerto. Travis Barker, que estava tocando com a banda The Aquabats, com quem o Blink-182 estava em turnê, decidiu tocar com eles aquela noite. Após aprender todo o set da banda em trinta minutos e tocando todas as canções com facilidade, Mark e Tom decidiram que Travis era o homem que a banda precisava e Scott foi separado do grupo. Depois que Travis entrou no lugar de Scott, houve boatos de que a canção "Man Overboard" foi escrita para o antigo baterista do grupo, ao menos ela tem trechos curiosos como: "Me desculpe, acabou", "Você saiu da linha e raramente está sóbrio", "Nós não podemos depender das suas desculpas porque no final é inútil", "Não posso dizer que sinto a falta dele", "Perda de um bom amigo, a melhor das intenções eu achei", "Cubra as cicatrizes, ponha a sua máscara de falsidade" e "Abandonei você no bar pra que tentasse salvar a sua face".[12]
Em 1999 foi lançado o aguardado Enema of the State. O álbum teve sucesso, e o Blink-182 ficou famoso entrando para o cenário musical central com aparições na MTV, com singles como "All the Small Things", "What's My Age Again?" e "Adam's Song". "All The Small Things" foi uma que humilhava todas as boy bands, incluindo principalmente a banda Backstreet Boys. A canção de Enema of the State teve sua origem no mesmo estilo seguido por bandas como NOFX, Green Day e The Offspring, mas era mais acessível para o rádio e tinha letras com que mais adolescentes podiam identificar-se. Isso fez com que o Blink perdesse sua credibilidade na cena punk principalmente pelo fato de que agora eles dividiam espaço com outras bandas populares de garotos, como os Backstreet Boys e o *NSYNC e foram tachados de "banda de garotinha adolescente" e de "terem se vendido por dinheiro".
Em 2000 foi lançado o único álbum ao vivo da banda, The Mark, Tom, and Travis Show (The Enema Strikes Back!), que contém várias canções do álbum Enema of the State, sendo que uma das canções, "Dumpweed", foi lançada como um dos singles do álbum, ao lado de "Man Overboard", porém a segunda canção citada foi a única que não apareceu como ao vivo no álbum.
Em 2001 o Blink-182 continuava seu reinado como os "reis do punk rock", gravando Take Off Your Pants and Jacket, que seguia as mesmas fórmulas básicas do sucesso Enema of the State. A banda continuou sem ganhar nenhuma credibilidade, mas seu sucesso no "mundo rock" ainda era evidente. No mesmo ano, apareceram na capa da revista CosmoGirl e ganharam um prêmio no Nickelodeon's Kids' Choice Award. Essas duas coisas fizeram com que a popularidade do Blink-182 caísse ainda mais no cenário punk, mas projetos laterais de Tom Delonge e de Travis Barker (Transplants e Box Car Racer) fizeram com que sua credibilidade começasse a crescer lentamente.
Durante esse tempo, o grupo fez outro álbum de sucesso, lançado em 2003. Descrita como uma auto-meditação na decadência romântica, seu quinto álbum de estúdio, Blink-182, (sem título) apresentava os singles "Feeling This", "I Miss You", "Down" e uma influência dos anos 1980, "Always". Travis Barker confirmou que a banda deixou o álbum sem título para representar um Blink totalmente novo. O álbum apresenta um tipo de música mais profundo do que qualquer outra coisa que o Blink já tenha feito, e fez com que ganhassem mais credibilidade no rock moderno enquanto ainda eram exibidos na MTV e em estações de rádio populares. Os críticos falaram que seu som ficou parecido com o estilo do The Police e do U2, apesar de que os membros da banda alegam ter tido maior influência do The Cure, cujo membro Robert Smith apareceu em "All of This". Segundo os ouvintes do álbum, as canções, junto com as letras, ficaram mais profundas. Uma turnê com a banda No Doubt no verão de 2004 também foi um sucesso. Depois da turnê, eles decidiram visitar a Irlanda para conhecer aqueles que já foram seus "inimigos", a banda Blink da Irlanda.
 

Formações da banda ao longo do tempo

1992 - 1998
1998 - 2005
2009 - atualmente